Você sente que precisa agradar para ser aceito(a)?

Atualizado: 12 de mai.
Em algumas relações, pode surgir a sensação de que ser você mesmo(a) talvez não seja suficiente. Então, aos poucos, você começa a tentar corresponder ao que acredita que esperam de você: evita discordar, mede as palavras, tenta não incomodar, se preocupa excessivamente com a forma como é percebido(a) e sente necessidade de agradar para evitar rejeição, afastamento ou desaprovação.
Com o tempo, isso pode fazer com que as relações deixem de ser um espaço de espontaneidade e passem a ser vividas com tensão, insegurança e medo constante de não ser aceito(a).
Muitas vezes, essa dificuldade não surge do nada. Experiências de críticas frequentes, rejeição, invalidação emocional ou a sensação de precisar conquistar afeto e aprovação podem contribuir para a construção da crença de que é preciso se adaptar constantemente para ser amado(a), incluído(a) ou valorizado(a). E, quando já existe internamente o medo de “não ser suficiente”, as relações podem passar a ser vividas a partir da tentativa constante de corresponder às expectativas dos outros.
Na psicoterapia, é possível olhar para essas experiências com mais profundidade, compreendendo como esses padrões foram construídos e de que forma continuam impactando sua maneira de se relacionar consigo mesmo(a) e com os outros. Mais do que aprender a “agradar menos”, o processo terapêutico também pode ajudar na construção de uma relação mais acolhedora consigo mesmo(a), permitindo que as relações deixem de ser guiadas apenas pelo medo do julgamento ou da rejeição.
Com o tempo, pode se tornar mais possível reconhecer suas próprias necessidades, perceber como você se sente nas relações e construir vínculos em que exista mais autenticidade, segurança emocional e pertencimento.
A terapia pode ser um espaço seguro para compreender essas dificuldades sem julgamentos, respeitando sua história, seu tempo e a forma como você aprendeu a se relacionar ao longo da vida.

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