Exercício físico também pode ajudar na ansiedade
- natalienovaes

- 29 de ago. de 2023
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Atualizado: 12 de mai.
Quando estamos ansiosos, é comum sentir o corpo em estado constante de alerta: inquietação, tensão, dificuldade de relaxar e a sensação de que a mente nunca desacelera completamente. Em muitos casos, o exercício físico pode ajudar justamente por favorecer momentos de maior conexão com o corpo, redução da tensão acumulada e diminuição do estado constante de ativação emocional.
Mas nem sempre a ideia de “quanto mais intenso, melhor” funciona para todas as pessoas. Quando o corpo já está muito acelerado, algumas atividades extremamente intensas podem acabar sendo vividas mais como continuidade desse estado de tensão do que como um momento de regulação e cuidado. Por isso, muitas vezes, exercícios realizados de forma moderada, respeitando os limites do próprio corpo e priorizando constância em vez de excesso, tendem a trazer benefícios mais sustentáveis para o manejo da ansiedade.
Além da intensidade, outros fatores também podem influenciar nessa experiência, como a sensação de segurança no ambiente, a previsibilidade da rotina e a possibilidade de construir uma relação menos punitiva e mais cuidadosa com o próprio corpo. Ainda assim, é importante lembrar que a ansiedade não se manifesta apenas no corpo, muitas vezes, ela também está relacionada à forma como lidamos com emoções, relações, cobranças internas e experiências de vida.
Por isso, embora o exercício físico possa ser um recurso importante no cuidado emocional, em alguns momentos também pode ser necessário olhar com mais profundidade para aquilo que a ansiedade está comunicando.
A psicoterapia pode ajudar nesse processo de compreensão, acolhimento e construção de formas mais possíveis de lidar com o sofrimento emocional.

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