Por que procrastinamos?

Atualizado: 12 de mai.
Muitas vezes, a procrastinação é vista apenas como falta de disciplina, desorganização ou preguiça. Mas, em muitos casos, ela pode estar relacionada a experiências emocionais mais profundas. Existem tarefas que despertam ansiedade, insegurança, medo de falhar, excesso de cobrança ou sensação de incapacidade. E, diante disso, evitar, adiar ou “deixar para depois” pode acabar funcionando como uma forma de afastamento temporário do desconforto que aquela situação provoca. Por isso, a procrastinação nem sempre está ligada à falta de vontade. Às vezes, ela aparece justamente quando algo se torna emocionalmente difícil de sustentar.
Em alguns momentos, dividir tarefas em pequenas etapas, diminuir o excesso de exigência consigo mesmo(a) ou focar em uma coisa de cada vez pode ajudar. Mas, quando a procrastinação se torna frequente e começa a gerar sofrimento, culpa ou impacto na rotina, talvez seja importante olhar com mais atenção para o que está acontecendo emocionalmente. Muitas vezes, a dificuldade não está apenas na tarefa em si, mas naquilo que ela desperta.
A psicoterapia pode ajudar nesse processo de compreensão, permitindo identificar os sentimentos, medos e padrões envolvidos na procrastinação, sem transformar isso apenas em uma cobrança por produtividade. Com mais clareza sobre aquilo que você sente e sobre a forma como se relaciona consigo mesmo(a), também pode se tornar mais possível construir maneiras menos automáticas e mais cuidadosas de lidar com essas dificuldades.
Se a procrastinação tem ocupado espaço demais na sua vida, talvez esse também possa ser um momento de olhar para isso com mais acolhimento e profundidade.

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